TRT-2 participa da solenidade de abertura da 2ª Conferência Nacional do Trabalho

O presidente do TRT da 2ª Região, desembargador Valdir Florindo, compareceu à cerimônia de abertura da 2ª Conferência Nacional do Trabalho, realizada no Complexo do Anhembi, em São Paulo, na noite da última terça (3/3).

Entre os presentes, estavam o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e os ministros do Poder Executivo Luiz Marinho, do Trabalho e Emprego; Fernando Haddad, da Fazenda, e Simone Tebet, do Planejamento e Orçamento. Também marcaram presença o ministro-presidente do TST e do CSJT, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, e a desembargadora-presidente do TRT-15, Ana Paula Pellegrina Lockmann, além de presidentes, representantes e membros de sindicatos, entidades civis e instituições nacionais e internacionais, ligadas ao universo do trabalho.

Justiça do Trabalho é destaque em discursos

A conferência é a etapa nacional de uma construção coletiva, que entre setembro e dezembro de 2025, mobilizou grande participação social nas etapas estaduais e distrital, com participação das 27 unidades da Federação. Isto desembocou em 386 propostas estaduais, previstas para discussão durante o evento.

Na abertura, autoridades fizeram pronunciamentos. O presidente Lula disse, sobre a redução da jornada de trabalho: “Seria fácil se eu mandasse um Projeto de Lei para a Câmara dos Deputados, para aprovar uma nova jornada de trabalho para 35, 36 horas, mas, depois, esta lei não fosse cumprida. [Geraria] centenas de milhares de processos na Justiça do Trabalho, e o problema não seria resolvido. (…) É melhor vocês construírem negociando do que vocês terem que engolir uma coisa aberta e depois recorrer à Justiça do Trabalho. Vamos deixar nossas verdades de lado e vamos colocar o possível numa mesa de negociação”.

Para o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, um dos aspectos de maior importância na conferência era “a retomada do diálogo entre trabalhadores, empregadores e governo; sem diálogo, nós perdemos muitas oportunidades; com diálogo bem feito, é possível se evitar até uma guerra. E será necessário amplo debate para a redução da jornada de trabalho (…) Acredito, sinceramente, que a economia brasileira está madura para redução da jornada máxima no Brasil de 44 para 40 horas semanais”.

O ministro Luiz Marinho também falou sobre a pejotização: “Outro assunto é sobre a famosa pejotização. O que nós levamos décadas para construir pode estar em risco. O papel que o FGTS exerce na garantia habitacional, na proteção do trabalhador; o fundo FAT, a previdência social, tudo isso pode estar em risco com a pejotização”.

A 2ª Conferência Nacional do Trabalho segue até esta quinta-feira (5/3). Saiba mais sobre o evento na página da Presidência da República e acesse o álbum de fotos.