Ministro Humberto Martins participa de evento comemorativo aos 15 anos da repercussão geral no STF

​O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Conselho da Justiça Federal (CJF), ministro Humberto Martins, participou, nesta quarta-feira (25), do seminário Repercussão Geral 15 anos: origens e perspectivas, evento promovido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) até o dia 27 para discutir a medida que criou um filtro nos processos que chegam à corte suprema.

“A repercussão geral aprimorou a atuação do Poder Judiciário, uma vez que o sistema de precedentes é fundamental para a estabilização das relações sociais e econômicas”, comentou Martins.​​​​​​​​​

Para o presidente do STJ, repercussão geral do supremo teve efeito positivo para todo o Judiciário brasileiro.​ | Foto: Lucas Pricken

O ministro destacou que, assim como o STF, o STJ vem aprimorando, nos últimos anos, a gestão dos recursos repetitivos, “inclusive com a possibilidade do emprego da inteligência artificial para a identificação de casos concretos que concentram grande volume de processos”, frisou o presidente do STJ.

Humberto Martins destacou que, nos 15 anos de repercussão geral, o Judiciário vivenciou mudanças na atuação da suprema corte, com impactos em todas as instâncias judiciais, em especial nas presidências e vice-presidências dos tribunais e nas turmas recursais do país, no exercício de juízo de admissibilidade e de controle de processos sobrestados.

Esforço relevante para retornar o STF à sua missão constitucional

Na abertura, o presidente do STF, ministro Luiz Fux, disse que a repercussão geral foi um dos esforços mais relevantes para permitir que o tribunal pudesse focar em sua missão constitucional.

“O evento serve para comemorar a consolidação do sistema e refletir criticamente para o aprimoramento da repercussão geral nos anos vindouros”, comentou Fux ao citar importantes casos julgados pela corte nessa sistemática, como discussões sobre piso nacional de professores, fornecimento de medicamentos e questões de aposentadoria.

Segundo o ministro, o esforço foi fundamental para reduzir o acervo processual do STF, que hoje se encontra em pouco mais de 11 mil processos, quantidade comparável à de 1996.

A abertura do evento contou com a participação do procurador-geral da República, Augusto Aras; do advogado-geral da União, Bruno Bianco Leal; do presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti; do ministro Alexandre Luiz Ramos, do Tribunal Superior do Trabalho (TST);  do ministro Francisco Camelo, do Superior Tribunal Militar; e de magistrados de diversos tribunais brasileiros. 

Seminário continua na quinta e na sexta-feira com debates técnicos

Um dos objetivos do seminário é promover o debate sobre medidas constitucionais e processuais referentes à repercussão geral para o aprimoramento do sistema.

O evento é realizado de forma híbrida (presencial e on-line) e conta com a participação de ministros, juízes e servidores do STF na apresentação dos painéis, além de representantes de outros tribunais e de turmas recursais com competência legal para enviar recursos extraordinários ao STF. O evento é transmitido pelo canal do STF no YouTube.

No dia 26, pela manhã, o ministro do STJ Moura Ribeiro é um dos painelistas. À tarde, participam os ministros do STJ Mauro Campbell Marques, Assusete Magalhães e Gurgel de Faria.

No dia 27, pela manhã, é a vez do ministro Joel Ilan Paciornik integrar o evento.

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