TRT-2 apresenta projeto de apoio às varas, Ajude 4.0, no Coleprecor

Nessa terça-feira (24/3), o desembargador-presidente do TRT da 2ª Região, Valdir Florindo, e o juiz auxiliar da Presidência do TRT-2, Thomaz Moreira Werneck, apresentaram aos membros do Colégio de Presidentes e Corregedores dos Tribunais Regionais do Trabalho (Coleprecor) o projeto de Apoio Judicial para Unidades com Distribuição Elevada (Ajude 4.0). Também esteve presente a desembargadora- corregedora do TRT-2, Sueli Tomé da Ponte. Veja vídeo publicado no Instagram do Regional.

Na exposição, realizada na sede do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, o presidente do TRT-2 contextualizou a necessidade do projeto a partir de situações concretas enfrentadas pelo Regional, que evidenciavam um desequilíbrio estrutural.

O dirigente do TRT-2 destacou que a complexidade e o porte do Regional exigiam uma solução institucional elaborada. “Nesse cenário, foi estruturado o Apoio Judicial para Unidades com Distribuição Elevada (Ajude 4.0), contribuindo para a eficiência da prestação jurisdicional e permitindo uma gestão mais inteligente da força de trabalho”, afirmou.

O Ajude 4.0, que é uma iniciativa da Presidência e da Corregedoria Regional, tem como objetivo a equalização da carga de atividades entre as varas do trabalho.

Durante o encontro, o juiz auxiliar Thomaz Werneck explicou que, até então, o sistema de apoio se dava por diferentes regimes, fixo, compartilhado ou pontual, o que gerava limitações, como a rigidez na concessão de auxílio, a necessidade de gestão constante e a ausência de reforço adicional em unidades com demandas mais elevadas.

Com a implantação do Ajude 4.0, em janeiro de 2026, a equalização passou a ocorrer de forma digital, contínua e estruturada. O sistema projeta o volume anual de novos processos e o divide pelo número de magistrados em atuação no primeiro grau, estabelecendo um parâmetro médio. “Para 2026, esse índice foi fixado em 1.050 processos por juiz ao ano. Sempre que uma unidade ultrapassa esse patamar, o excedente passa a contar com suporte da rede de equalização”, ressaltou o magistrado.

O juiz auxiliar da Presidência do TRT-2 ressaltou ainda que o modelo preserva a vinculação dos processos à vara de origem e o princípio do juiz natural, sem criação de novas unidades ou redistribuição de acervo. “A inovação está na forma de cooperação entre magistrados”, concluiu.