Exposição de artes manuais indígenas celebra as expressões culturais dos povos originários

O TRT da 2ª Região sediou, nessa quarta-feira (18/3), a 1ª edição da Exposição de Artes Manuais Indígenas MCI-TRT-2, no saguão do Fórum Ruy Barbosa (av. Marquês de São Vicente, 325), reunindo artistas indígenas do estado de São Paulo e promovendo a valorização das culturas dos povos originários. A iniciativa é fruto de parceria entre o Subcomitê de Sustentabilidade e do Plano de Logística Sustentável (PLS) do TRT-2 e o Museu das Culturas Indígenas. Confira o álbum de fotos da exposição.

O evento teve como objetivo a inclusão produtiva, a geração de renda e a valorização de diferentes culturas indígenas. Na ocasião, foram expostas, para venda, peças produzidas com técnicas e materiais tradicionais.

A desembargadora Regina Aparecida Duarte, coordenadora do Subcomitê de Sustentabilidade e do Plano de Logística Sustentável (PLS) do TRT-2, destacou que é necessário que “todos pensemos em uma forma urgente de divulgar a cultura ancestral, sempre apoiando, onde nós estivermos, o respeito aos povos originários”. A magistrada reforçou a importância da promoção da arte e da cultura.

A desembargadora-corregedora Sueli Tomé da Ponte enfatizou que o Poder Judiciário tem como missão primordial a garantia da aplicação da lei e a realização da justiça, tendo também o dever de reconhecer e valorizar a diversidade cultural que compõe a identidade do povo brasileiro. “Celebrar esta exposição é reconhecer a importância dos povos indígenas na formação da nossa nação e reafirmar o dever de valorizarmos suas culturas, de respeitarmos seus direitos, de ouvirmos suas vozes e de preservarmos a riqueza incomparável dos seus conhecimentos. As artes manuais indígenas expressam a cultura e a ancestralidade dos povos originários”, finalizou.

Durante a exposição, Avani Fulni-ô, liderança indígena e presidente do Conselho Estadual dos Povos Indígenas (CEPISP), entoou um toré – canto indígena – com a participação dos presentes no evento.

Também estiveram os magistrados(as) Roberto Rezende e Itatiara Lourenço, coordenadores(as) do Programa de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade do TRT-2; Angélica Fabbri, diretora executiva da Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari (ACAM Portinari); Clarice Pankararu, supervisora de projetos culturais e programação do Museu das Culturas Indígenas; Angelita Soraia Fantagussi, representante da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo; além de servidores(as), magistrados(as), advogados(as) e artesãos indígenas.